Software Livre

Eu sou adepto do Software Livre há mais de 3 anos. No meu PC não há software pirata. Mesmo o dual boot que usava anteriormente (ou seja, dois sistemas operacionais, no caso, Linux e Windows), já há muito que não uso e nem faz sentido para mim. Hoje uso apenas Linux (sistema operacional, carro-chefe do software livre) e apenas aplicativos nativos, todos open-source, mais conhecidos como softwares livres. Claro que isso não passa de uma escolha pessoal, eu teria condições de pagar ao menos por um Windows original e, talvez, um Office também original, mas preferi o mundo do software livre.

Muitos dos meus amigos e colegas sabem que eu prego o uso desses aplicativos, como se fosse uma crença pessoal. Na realidade, isso é apenas empolgação, não se trata de crença, religião, mas apenas sugestões do que eu considero ser melhor para usar. Mas, o que é realmente o software livre? É, obrigatoriamente, Linux? Não, claro que não. Software livre, ou open-source, é uma postura no meio informacional, que tem por principal objetivo a dessiminação do conhecimento. De que maneira? Bem, softwares livres são, também gratuitos, mas, mais do que isso são abertos. Significa que o código que gera o aplicativo é aberto e pode ser consultado por qualquer pessoa que tenha conhecimentos mínimos de programação.

Então você me indagará que não entende de programação e para você isso não tem a menor importância, não terá qualquer utilidade. Ora, o software livre já está disponível para uso, apenas quem se interessa procura pelo código para estudá-lo. E aqui começam as vantagens. Num aplicativo livre a dinâmica de atualizações e aprimoramento é mais intensa, devido ao fato de que muitos programadores contribuem com o desenvolvimento do código. Isso significa um software mais seguro e mais eficiente, do ponto de vista do usuário comum. Do ponto de vista do estudante de programação a possibilidade de aprender e aperfeiçoar aplicativos de acordo com suas necessidades sem que seja necessário reinventar a roda sempre e inutilmente. Em termos de segurança (vírus e outros males de rede etc) a possibilidade de auditoria constante no código dos aplicativos livres permite a solução de brechas bem mais rápido do que os softwares proprietários.

O OpenOffice/BrOffice é um exemplo de aplicativo livre que tem crescido espantosamente entre os usuários domésticos. E mesmo quem nunca ouviu falar no software livre está mais perto dele do que pensa. Quem usa internet usa o tempo inteiro protocolos que são, na realidade, softwares livres. O programa de servidor mais usado no mundo é o Apache, outro exemplo. A Google usa Linux nos seus servidores, usa o Ffmpeg para gerar os vídeos do Youtube. Até mesmo alguns serviços  da Microsoft usa Linux nos seus servidores de dados. O Bing é um serviço da Microsoft com servidor Linux. Até mesmo as grandes empresas do cinema usam Linux como plataforma para edição de seus vídeos. Neste caso devido a estabilidade do Linux e não pela gratuidade. Afinal, as ferramentas que eles usam para as animações nem são livres nem muito menos ace$$íveis.

Resumindo: software livre é bom para quem quer usar aplicativos mais seguros, mais flexíveis e mais dinâmicos. E para quem tem pouco dinheiro. Isso representa um grande passo na chamada inclusão digital. Bom para quem estuda, pois democratiza o conhecimento. Eu uso por escolha e estou plenamente satisfeito, praticamente todas as minhas necessidades enquanto usuário comum estão supridas, sem gastar praticamente nada. Quem sabe você não se daria bem também e deixaria aquele Windowzão pirata pra lá?

Uma resposta

  1. ESSE É MEU MANO! VALEU GILBERD!

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