O que faço de mim

As coisas que falo, faço, escuto, crio, grito, escrevo ou onde houver manifestação minha é o que me compõe, é o que eu posso dizer de mim. O que eu sou é refletido, inegavelmente, em todas minhas ações, minhas escolhas e meus projetos. A cultura que eu assumo é a minha cultura, são as palavras que eu mesmo digo por meio de outras bocas.

2 Respostas

  1. Olá Gilberd,

    Estou passando para agradecer por sua última participação no blog. Embora, deva confessar que discordo de algum apontamentos seus. Contudo, entendo que eles decorrem justamente da problemática em torno da questão indígena.

    Você argumenta que eles enquanto cidadãos brasileiros, estão sujeitos as mesmas leis que os demais cidadãos; se for assim, então o que se quer não é preservar a identidade indígena, mas sim, convertê-los para o “modelo” social ocidental.

    O amigo espera ver apenas os aspectos culturais “bonitos” dos indígenas em sua comunidade? Se esperava, não é o que vai ter. Como toda manifestação cultural presente em uma sociedade, a identidade indígena apresenta também elementos patológicos e auto-destrutivos. Faz parte da realidade de qualquer sociedade.

    Acho por outro lado, “canhestro” e redutivo, fazer uma leitura ocidental da coisa servindo-se apenas de termos como “infanticídio”. A abordagem requer, infelizmente, maiores cuidados. Crianças são deixadas para morrer sim, mas não por maldade ou crueldade. O fato disso acontecer deve-se a uma exigência de um contexto sócio-cultural registro.

    O meu texto cita alternativas contra esse problema. Alternativas livres de julgamento; como creio que é o que o amigo está fazendo. Claro que não defendo a ocorrência de tais acontecimentos; apenas não os demonizo em não os resumo ou regularizo ao interesse do meu olhar ocidental.

    O amigo também cita o caso das mães da comunidade da Baía da Traição baterem em suas crianças. Pois bem, você mesmo disse que a comunidade mais parece uma cidade que propriamente um aldeamento indígena. Não será um fenômeno decorrente de uma aculturação?

    Quando afirmo que as crianças indígenas não costumam apanhar de seus pais, refiro-me a uma leitura geral apresentada nos textos alusivos às comunidades indígenas.

    Enfim, não pretendo alimentar polêmicas e nem conversações prolongadas. Vamos ter posicionamentos diferentes e pronto. Não espero convencê-lo de nada e estou certo que você não conseguirá fazer o mesmo comigo.

    Estou aqui apenas apronfundando alguns dados que infelizmente não o posso fazer no blog.

    Abraços, Jack.

  2. Quem acessar e achar esquisito o comentário do Jack, que não se relaciona com o texto do post, na realidade trata-se de uma resposta ao meu comentário no post do seu blog.
    Aqui o link para o comentário

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