Situação da Cultura em Parelhas

Este texto foi enviado para mim por Dean de Sena, poeta parelhense, contribuindo com o blog. O meu desejo é que ele se torne colaborador, mas enquanto ele faz o login, eu resolvi publicar. O texto é de autoria dele.

Matéria públicada na seção de cartas do Diário de Natal O Poti no dia:09/03/2008:

É lamentável o descaso com a casa da cultura na cidade de Parelhas.

Para conhecimento de todos, o próximo dia 14 é o dia nacional da poesia e como poeta resolvi fazer um projeto destinado a esse dia.

Neste projeto está inserido um programa que inclui saraus poéticos em escolas e um grande momento cultural com um encontro de poetas locais e alunos das redes pública e privada.

O principal objetivo era, além de interagir os alunos, levá-los ao caminho da poesia incentivando todos a iniciar ou dar seqüência aos seus escritos poéticos.

A CASA DA CULTURA.

Vejo com tristeza o esquecimento com a casa da cultura. Com sua estrutura, a casa da cultura foi construída exatamente para o sua utilização em prol da cultura e justamente no dia nacional da poesia ela ficará com as suas portas fechadas, pois na cidade até o momento não há um projeto pronto para abrir suas portas para poetas e artistas no dia 14 de março.

É triste para mim como poeta, ver chegar o dia nacional da poesia e não ver nenhuma mobilização de educadores a favor deste dia.

Mas isso não vai me tirar a vontade de comemorar esse dia com muita poesia.

Agora começo a arrumar minha bagagem e partir para Natal e procurar matar a saudade da minha poesia, recitando-a: em ônibus, escolas, praças públicas e centros históricos da grande Natal. Pois lá, a cidade está de braços abertos para os que querem fazer e FAZEM poesia e cultura de um modo geral.

Viva o dia 14 de março!

Dean de Sena

4 Respostas

  1. É realmente lamentável que um dia tão instigante para a alma e para os sentidos tenha passado assim em Parelhas, de “portas fechadas”. De minha parte, adoro poesia, e eu mesmo sou metido a escrever algumas frases que não ouso chamá-las assim.

    Mas seja como for, creio que o consumo de poesia está associado ao grau de sofisticação de cada sociedade. Temos no nosso município admiráveis poetas, que valendo-se do seu talento incomum, destrincham comportamentos e fatos, eternizando-os com a força da palavra e da oratória.

    Infelizmente no nosso caso, falta uma clientela à altura.

    Obs.: Ah, Gil, agradeço profundamente pelo comentário no blog.

  2. por isso que guardo as lagrimas somente para sorrir….

    Bem leiam a materia da revista caros amigos sobre agripino que chegaram mais ou menos porque isso acontece no estado.

    Essa politicagem de curral comum historicamente aqui no estado mau tratou muito a cada cesta básica comprando voto …

    Vem outras eleiçoes vamos ver..

    Quem veio do sertão sabe qual era o lanche da escola… rapadura..

    enquanto isso ta todo mundo de Pajero nova rsss

    ai vem a poesia e música reclamar

    AGENTE SOMOS INÚTIL (AGENTE SOMOS E NO TEU??)

    RESPOSTA = RAPADURA

  3. É muito triste. Não sou poeta, mas em protesto escreverei uma simples poesia:

    Em Parelhas é diferente
    não há comemoração
    A casa da cultura é fechada
    só há poesia no coração

    É triste agente ver
    poetas e poetisas irem embora
    expulsos de sua casa
    por não ter quem lhe apoi

    Cala a boca niguém vai
    o poeta exclama
    É preciso apoiar a poesia
    porque senão Parelhas se “encanta.”

  4. Como humilde leitor e amante da poesia me arrisco até recitar(publicar), tudo aquilo que me faz lembrar, minha querida cidade Parelhas.

    DOIS MENINOS ( CRIAS DO UMBUZEIRO )

    Sentados a sombra de um umbuzeiro
    Dois meninos sonham e inventam pensamentos
    Fugindo das mazelas e dos tormentos
    Procuram n`alma a força de um guerreiro

    Buscando em cada dia uma esperança
    Sem esquecer suas dádivas infantis
    Que brincam, cantam, pensam e diz:
    Coisa boa é o presente se unindo a lembrança.

    Colhendo os frutos do amigo mudo
    Que empresta os galhos para traquinagem
    Vendo crescendo com boa linhagem
    Seus amigos que lhe contam tudo

    A velhice chega, o tempo é para todos.
    A distância afasta e a intimidade parte
    Os pequenos crescem inventando arte
    Sem procurar a fonte dos ouros de tolos

    A riqueza é a aquela grande amizade
    Que une, separa e também judia.
    Daqueles que atropelam o dia-a-dia
    Na copa do umbuzeiro a busca da felicidade.

    O velho amigo procurou descanso
    E os meninos seguiram seus destinos
    Com seus sucessos, vitórias e desatinos.
    Guardando em seus corações a paz do manso.

    Sofre ao saber que está distante
    O espaço físico é limitado e sem fim
    Viajar é necessário no mundo das reminiscências
    A distância está entre nós, mas não é grande
    Contento-me em saber que você está em mim

    Dido Braz/Lenni Cabadapeste, 08 de setembro de 2007.

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