Eu optei pelo tempo. Ou pela falta dele. Afinal, o ser humano é o único a ter consciência do passar do tempo, e, este, por sua vez faz as vezes de uma simples convenção humana. Somos os únicos a ver um tempo com começo, meio e fim, e para piorar: correndo sempre para um fim. O medo desse fim fez o homem criar meios de se imortalizar, driblar o tempo, vencer a finitude inexorável de nossas vidinhas pequenas. E as transformamos em grandes, imensas, enormes.
Nessa busca de domar o tempo o homem inventou o relógio. Maldita invenção. Somos todos escravos dele. Eu, pelo menos, não posso me ver livre do meu. Se eu estiver sem ele, estou nu.
Meu tempo ainda muito fluido, escorrendo por entre os dedos, mas resolvi criar esse espaço para expor meus conceitos. Certa vez, meu velho amigo Jack me questionou porque eu não escrevia meus devaneios, meus insights (como se fossem realmente proveitosos), para que eles não se perdessem no fio de uma conversa entre amigos, como mera masturbação mental. Taí, quem sabe não seja esse um bom espaço?
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tempo… onde será que estamos indo?
porque corremos em busca de driblar o tempo?
será que não estamos agindo sem pensar?
não concordo que estamos caminhando para o fim,
estamos indo em busca do início,é o tempo que nos separa da vida eterna.
abraços .