No último dia 24 de janeiro o blogueiro jardinense (da qual nunca ouvi falar) Paulinho Barra Pesada (?) usou do seu blog para publicar um artigo pretensamente “jornalístico” para caluniar a banda de música 11 de Fevereiro, da cidade de Parelhas. Neste artigo o pretenso repórter acusa a banda de música citando fontes anônimas de cobrar uma taxa de R$ 50,00 para tocar a música Parabéns para os aniversariantes, durante as alvoradas realizadas no período de festejos do padroeiro, São Sebastião.
Eu sou músico da banda há quase 15 anos, sou estudante de música há mais tempo, quase 20 anos. A banda de Parelhas sempre sofreu com a falta de verbas, falta de incentivo e de uma remuneração para os músicos. O grupo que lá está sempre tocou por amor à música e à tradição, coisa que o povo parelhense admira e valoriza. O povo de Parelhas tem sua banda com grande estima e é comum populares acompanharem a banda e as palmas calorosas em qualquer situação. Em termos de remuneração os músicos sempre ganham uma gratificação durante o período de festa mediante um contrato assinado entre a Prefeitura e a Igreja que dividem a quantia para pagar a banda. Para tal nós tocamos em todas as procissões, todas as novenas, retretas e nas alvoradas entre os dias 11 e 19 de janeiro (5:00 h da manhã). Nenhuma banda do estado toca alvoradas durante a festa do padroeiro nos seus dez dias, como a banda de Parelhas, isso é um luxo que só nossa cidade tem e temos orgulho de fazer!
Nós sempre fomos livres para tocar o quisermos fora parte, como complemento de nossa gratificação. As pessoas sempre nos pediram para tocar os parabéns para alguém, como presente e sempre cobramos uma gratificação por isso. De outra feita não somos obrigados a tocar aniversário para ninguém, mas vez por outra tocamos sim, afinal, tocamos por iniciativa própria, parte dos instrumentos da banda são particulares, como o meu. Quem quer presentear alguém com uma banda de música tocando parabéns tem que ter a consciência de que isso é um luxo, há 45 músicos tocando lá fora. A contribuição sempre varia, mas fica na casa dos R$ 30 e não dos R$ 50 divulgados pelo repórter. Vez por outra alguma pessoa ainda contribui com um café da manhã para os músicos, mesmo pessoas pobres e isso nos deixa muito gratos. Geralmente tocamos os parabéns, uma valsa e algum dobrado.
Inclusive um dos momentos mais apreciados por nós, músicos, durante nossas alvoradas é quando vamos à Casa do Idoso Guiomar Virgílio e tocamos para os senhores e senhoras que lá estão. Fazemos isso por prazer e, devido as condições da casa jamais cobramos qualquer gratificação ou café nem jamais faremos.
O repórter diz ter colhido informações com populares que preferiram não se identificar. Não foi ouvir as partes envolvidas, não procurou saber na fonte, não perguntou ao maestro, não perguntou ao secretário, nem ao prefeito, nem a ninguém. Falhou com todas as normas básicas do jornalismo, faltou com a ética ao culpabilizar, em um texto mal escrito e confuso, aos músicos da banda por um motivo tão banal. Em resumo, por não comprovar a denúncia, por não buscar ouvir a outra parte, por tomar denúncias infundadas como provas, não fez jornalismo, fez fuxico, fez calúnia. Mesmo a pretensa estória do litro de bebida soa ridículo, pois hoje a banda é formada, em grande parte, por jovens e crianças e oferecer bebida a menor é crime.
Ao final disso tudo o que esse indivíduo conseguirá, no máximo, é difamar a banda 11 de Fevereiro e promover atritos entre os músicos e os cidadãos parelhenses, que até hoje, sempre foram nossos admiradores, sempre nos apoiaram e orgulham-se do talento dos nossos jovens. Em nada contribui, só causa discórdia. Que este senhor vá cuidar de sua própria vida e encontre assuntos sérios e realmente relevantes para noticiar. Nós, músicos da banda 11 de Fevereiro (que o ignorante repórter chama de filarmônica) nos sentimos agredidos com o texto desse senhor. O curioso é que o seu blog afirma: “sem medo de falar a verdade” mas rejeitou todos os meus comentários, falhando mais uma vez com o jornalismo ao impedir que a verdade fosse esclarecida. Só prova que seu espaço virtual não é digno de qualquer crédito. A menos que você procure futricas de comadres.
Lamentável, lamentável.
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